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Justiça mantém prisão de Márcio Canella e Marcus Amim em investigação da PF

Deputado estadual eleito e ex-chefe da Polícia Civil foram presos na 8ª fase da Operação Unha e Carne; investigação apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis.

16/10/2026 às 19h34
Por: Redação
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Justiça mantém prisão de Márcio Canella e Marcus Amim em investigação da PF

A Justiça Federal decidiu manter, nesta sexta-feira (16), as prisões preventivas de Márcio Canella (União Brasil), deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, e do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada após a realização das audiências de custódia.

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Os dois foram presos na quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF). As prisões preventivas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nova etapa da investigação é um desdobramento da sexta fase da operação, realizada em julho deste ano, quando Canella e Amim já haviam sido alvos de mandados de busca e apreensão.

Além dos dois, outros quatro policiais civis foram presos na operação. São eles Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, todos tiveram as prisões mantidas após as respectivas audiências de custódia.

Investigação envolve rede de 96 postos de combustíveis

A Polícia Federal investiga uma organização criminosa armada que teria utilizado uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para movimentar recursos de origem suspeita e lavar dinheiro.

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De acordo com os investigadores, o esquema teria envolvido agentes públicos e articulações político-institucionais. As autoridades apuram a possível participação de diferentes pessoas e empresas na estrutura investigada.

Um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que o grupo sob investigação movimentou aproximadamente R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.

O montante faz parte dos elementos analisados pelas autoridades para apurar a dimensão das movimentações financeiras e identificar possíveis irregularidades.

STF determinou bloqueio de bens e suspensão de empresas

Além das prisões, a decisão do ministro Alexandre de Moraes determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas. A maior parte dos negócios atingidos está ligada ao setor de combustíveis.

As medidas têm como objetivo impedir a continuidade de possíveis atividades ilícitas e preservar bens e recursos que possam estar relacionados aos fatos apurados.

A investigação também busca esclarecer como funcionaria a estrutura financeira do grupo e qual seria o papel de cada um dos suspeitos.

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Quais crimes estão sob investigação?

De acordo com a Polícia Federal, os investigados poderão responder, conforme a participação individual que vier a ser apurada, por suspeitas de crimes como:

  • Organização criminosa armada;

  • Lavagem de dinheiro;

  • Corrupção ativa e passiva;

  • Violação de sigilo funcional;

  • Comercialização ilegal de combustíveis;

  • Formação de cartel.

A definição das responsabilidades dependerá do avanço das investigações e das decisões judiciais sobre os elementos reunidos no processo.

A manutenção das prisões preventivas não representa, por si só, uma condenação. Os investigados têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência, enquanto a Justiça analisa as suspeitas e as provas apresentadas pelas autoridades.

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