
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmou, nesta quinta-feira (15), a eleição de Douglas Ruas (PL) para o governo do estado no primeiro turno das eleições de 2026. A decisão foi tomada após a recontagem dos votos, concluída no último sábado (10), que alterou o resultado definitivo da disputa.
O relator do processo, desembargador Cláudio de Mello, votou pela homologação do resultado e pela proclamação dos candidatos eleitos. Os demais integrantes da corte acompanharam o entendimento.
Com a decisão, a Justiça Eleitoral fluminense concluiu a etapa de apuração e determinou o registro do resultado nas atas gerais do pleito. A diplomação dos eleitos está marcada para 18 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
O TRE-RJ também determinou o envio dos relatórios com os dados finais ao ministro André Mendonça, relator da apuração eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As comunicações oficiais sobre os eleitos serão encaminhadas à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e ao Congresso Nacional.
A confirmação da vitória de Douglas Ruas ocorreu após a manutenção da inelegibilidade de Anthony Garotinho (Republicanos) e a retirada do recurso apresentado por sua defesa. Com isso, os votos atribuídos a Garotinho foram considerados nulos, tornando necessária uma nova totalização.
Após a recontagem, Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos, percentual suficiente para assegurar a vitória no primeiro turno, conforme o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral.
Eduardo Paes (PSD), que disputava o governo do estado, ficou com 44,16% dos votos válidos na nova totalização.
Apesar da confirmação pelo TRE-RJ, a disputa ainda é alvo de uma iniciativa judicial. O diretório nacional do PSD acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (14), por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), para tentar viabilizar um segundo turno entre Douglas Ruas e Eduardo Paes.
O partido questiona a exclusão dos votos atribuídos a Anthony Garotinho do cálculo final e pede urgência na análise do caso. A legenda defende a realização de uma nova votação em 25 de outubro.
Na ação, o PSD argumenta que os votos recebidos por um candidato que participou do processo eleitoral deveriam ser considerados para avaliar a necessidade de segundo turno, mesmo que sua candidatura tenha sido posteriormente afetada por uma decisão de inelegibilidade.
Caso a data proposta seja considerada inviável, o partido pede que a Justiça Eleitoral estabeleça outro prazo antes da diplomação ou da posse dos eleitos.
Até que haja eventual decisão judicial em sentido contrário, o resultado homologado pelo TRE-RJ mantém Douglas Ruas como governador eleito no primeiro turno. A iniciativa do PSD busca reabrir a discussão sobre os critérios utilizados na totalização dos votos.
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