
Familiares e amigos se reuniram nesta quinta-feira (15) para dar o último adeus a Nádia Ferreira Lima, morta após ser agredida por um grupo de pessoas em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A despedida aconteceu no Cemitério de Santa Cruz, onde o velório começou às 12h30 e o sepultamento estava previsto para as 13h.
Nádia deixou seis filhos e quatro netos. Sua morte é investigada pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da agressão e identificar os responsáveis.
A filha da vítima, Nathany Ferreira Lima, relatou que a violência teria começado após um desentendimento envolvendo uma de suas irmãs e outra mulher. Segundo ela, depois da discussão, um grupo foi até a residência da família, onde Nádia acabou sendo agredida.
"Eu quero justiça pela minha mãe. Isso não vai ficar impune", declarou Nathany, que afirma possuir vídeos, fotografias e outros registros que podem contribuir para a investigação.
Segundo o relato de Nathany, a situação teve início com desentendimentos anteriores entre sua família e uma mulher que havia trabalhado no mesmo local que Nádia.
A filha contou que a mãe chegou a indicar essa mulher para uma oportunidade de emprego, após uma recomendação feita por uma amiga em comum.
Posteriormente, as duas teriam enfrentado problemas no ambiente profissional, e Nádia deixou o trabalho para atuar em outro estabelecimento.
Ainda de acordo com Nathany, novos atritos aconteceram entre a mulher e integrantes da família.
Na segunda-feira (12), durante uma festa em comemoração ao Dia das Crianças, uma das filhas de Nádia teria discutido com essa mulher. Outra irmã tentou intervir para separar a briga.
A família afirma que existem registros em vídeo e fotografias relacionados ao episódio.
Após o desentendimento, um grupo de mulheres teria se dirigido à residência de Nádia, em Sepetiba, procurando uma de suas filhas.
Segundo os familiares, as pessoas envolvidas chegaram a chutar o portão do imóvel, que teria sido danificado.
Nádia estava em casa e se preparava para descansar antes de trabalhar no dia seguinte.
Ainda conforme o relato da família, ela tentou intervir na confusão, mas acabou sendo agredida.
As circunstâncias exatas da violência e a participação de cada pessoa ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 27º BPM (Santa Cruz) foram acionados para atender a uma ocorrência de lesão corporal em Sepetiba.
Quando chegaram ao endereço, os policiais encontraram Nádia ferida.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e prestou atendimento à vítima, mas ela não resistiu.
Testemunhas informaram aos policiais que a mulher havia sido agredida por populares.
A ocorrência foi encaminhada à 43ª DP (Guaratiba), responsável pela investigação.
Nas redes sociais, Nathany lamentou a morte da mãe e cobrou providências das autoridades.
A filha afirmou que Nádia deveria estar segura dentro da própria casa e classificou a perda como uma tragédia para toda a família.
Ela também pediu que a investigação esclareça não apenas quem teria participado diretamente das agressões, mas a possível atuação de outras pessoas que estavam presentes no momento da violência.
Segundo Nathany, os registros reunidos pela família podem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
As declarações representam a versão apresentada pelos familiares e ainda dependem da apuração policial.
A investigação está sob responsabilidade da 43ª DP (Guaratiba).
A Polícia Civil informou que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias da morte e identificar os envolvidos.
Até a divulgação das informações, não havia confirmação oficial sobre prisões relacionadas ao caso.
A polícia também deverá analisar os elementos reunidos durante a investigação, incluindo possíveis imagens e relatos de testemunhas.
Enquanto aguardam respostas, familiares e amigos de Nádia Ferreira Lima cobram justiça pela morte da mulher, que deixou seis filhos e quatro netos.
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